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Memórias Antigas - (ou "Tio, Olha Prá Mim se Tem Lagartixa na Privada?")

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Descobri que o tempo, esse que todo mundo diz que muda a gente ( e que eu acredito que muda mesmo) deixa também uns nós, uns coágulos na memória da gente, e nem tudo passa, realmente. Lí uma pesquisa médica uma vez (desculpem, não tenho as referências bibliográficas), que a troca incessante de células do corpo humano provoca uma troca completa de átomos a cada seis anos. Isso quer dizer, a grosso modo, que toda a matéria que nos compõe é substitituida a cada seis anos, uma média de 11 corpos novinhos no curso de uma vida. O ponto é, que ao trocar as células do corpo, trocamos também, átomo por átomo, todos os nossos neurônios e axiônios e dendritos são refeitos também, e os neurotransmissores tem que ficar "copiando" toda a informação que temos, de um lado para o outro, para que, mesmo trocando a base, as informações, nosso banco de dados, permaneça. Eu sei que isso não é perfeito, tem informações que eu perdi prá sempre! Minha mãe sempre fala de uma amigo que eu ti...

Mistério Quântico - (ou “Mãe, Cadê a Minha Coleção de Tampinhas de Garrafa?")

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A alguns anos (tá certo, “muitos anos”) havia uma propaganda de lingerie na televisão, onde se vendia sutiãs para adolescentes. A frase de efeito da propaganda era “O primeiro sutiã a gente nunca esquece” e logo apareceram piadinhas sobre o tema, e me lembro de uma na revista A Casseta Popular (que, junto com o jornal O Planeta Diário, era mantida pela turma que depois passaria a se chamar Casseta e Planeta), que dizia: “O primeiro guarda-chuva a gente sempre esquece” e tinha uma foto de um homem saindo de um bar, deixando o guarda-chuva pendurado na cadeira. Me lembrei disso porque, nesse período de chuvas, descobri que tinha realmente perdido meu guarda-chuva. E aí eu fico me perguntando, mas como é que a gente perde algo grande como um guarda-chuva? Eu perco coisas. Algumas, como moedas, papel com pequenas anotações, canetas, vá lá, acho que é meio comum, embora não entenda mesmo onde essas coisas vão parar. Mas um guarda-chuva é grande, pesado, ocupa espaço, incomoda quando é guard...

À Flor da Idade - (ou "O Que É Necessário Para Entrar na Fila Preferencial dos Bancos")

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Acabei descobrindo que passar dos trinta anos de idade é mais benéfico que depressivo, como eu imaginava que seria, aos vinte anos de idade. Agora que cheguei na casa dos quarenta, descobri que o tempo que passei entre pessoas com a mesma idade que eu, como colegas de colégio (sério, tenho amigos do primeiro grau com quem ainda me relaciono!!), ou com pessoas velhas, como meus pais, irmãos e família, e mesmo com pessoas mais novas, como filhos e sobrinhos, ví que esse tempo, que embruteceu alguns e me levou outros, me tornou um pouco cínico, mas me deu uma visão muito crítica da realidade, ou pelo menos da realidade próxima a mim. Concordo que a maturidade traz consigo algumas vantagens, mas descobri que trás também um nível de frustração que eu desconhecia e que não acho que seja possível antecipar. Exemplificando: Naquele caso do aluno do curso de Comunicação Social aqui na UFT que, perante a banca de professores, apresentou um trabalho copiado da Internet como sendo seu Projeto Expe...

A Ingratidão - (ou "Como Dói Uma Bicada no Olho")

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Moro a uns 800 metros do meu trabalho, de modo que sempre faço esse trajeto a pé. Passo por um jardim em frente à Assembléia Legislativa, e mais ou menos no meio de Fevereiro, notei um casal de corujas por ali. Estavam sempre em uma árvore ou em um poste de iluminação da praça. E gritavam muito, quando eu passava. Mas eram corujas, e eu fui urbanamente criado, tive poucas chances de ver animais assim, de perto. (E aqui já vi, BEM de perto, tucanos, araras, tamanduás) Então, eu sempre pegava o mesmo caminho, para vê-las. Eventualmente, notei que elas haviam feito um buraco na grama, e pelo menos uma delas passava a maior parte do tempo ou dentro do buraco, ou na sua entrada. Nesse período, elas decidiram que deveriam me remover um olho, ou pelo menos deixar alguma lembrança séria em minha cabeça. Eu passava por ali e elas me atacavam! (Imagino que um globo ocular humano possa parecer apetitoso, mas era como se elas estivessem protegendo algo.)Falei com a namorada de meu filho, que...

O Furo da Prefeitura - (ou "Tio, Me Ajuda A Sair Do Buraco?")

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A mais ou menos um mês, eu vi na TV uma matéria sobre uma senhora que caiu em um buraco, desses que a prefeitura tem feito, para colocar a canalização para a irrigação das praças e jardins. A mulher tinha uma bandagem enorme em uma das pernas e reclamava que o buraco não estava devidamente sinalizado. A prefeitura culpou a empresa e a empresa alegou que colocaria avisos. A mulher continuou machucada, como é normal e ninguém assumiu a responsabilidade, como é normal. Eu moro na 304 Sul, e tenho que atravessar a NS-02 diariamente, para ir ao meu trabalho. A prefeitura, cerca de três semanas atrás, começou as obras de irrigação publica nos jardins dessa região, e um trator fez um buraco sobre todo o jardim, entre a LO-05 e a LO-03. É um buraco de meio metro de profundidade, mais ou menos. Não há como passar de um lado ao outro da rua sem ter que saltar sobre o buraco. Não é um buraco grande, em diâmetro, deve ter no máximo uns 40 centímetros. O problema é que ele se estende por todo o jar...

Início - (de novo)

Bem, vou tentar novamente. Meu último blog, 0 "Blog com Nome Provisório" ficou sem atividade por alguns meses, e agora eu já não lembrava mais da senha para entrar. Assim, copiei alguns textos de lá e estou montando um novo. Melhor sorte para esse!